Poluição sonora e o que é possível fazer a respeito

Alguns moradores do Jardim das Bandeiras têm nos perguntado recentemente sobre como eles podem lidar com a questão delicada de vizinhos barulhentos. Eles não se queixam da festa ocasional, mas do latido incessante de cachorros e eventos que acontecem durante todo o fim de semana. São Paulo, juntamente com prefeituras de todo o mundo, reconhece que a tranquilidade em bairros residenciais é de extrema importância, e que além da irritação, a poluição sonora pode prejudicar a saúde causando distúrbios do sono, pressão alta e problemas cardíacos. Por esta razão, definiu um limite de 40DB – o equivalente ao som de uma chuva moderada.

 Obviamente,  todos têm o direito de se divertir e fazer barulho esporadicamente – o problema é quando o ruído se torna contínuo. Para minimizar a situação, por favor, tente informar seus vizinhos com antecedência – até mesmo deixar uma notificação por escrito o ajudará. Se o ruído persistir, o primeiro passo recomendado é conversar com seus vizinhos diretamente e explicar o problema. A maioria das pessoas não sabe que está incomodando alguém, e a questão geralmente se encerra com apenas uma conversa.

Caso não tenha sucesso, o próximo passo é usar o SP156 (telefone ou aplicativo) da prefeitura para relatar o problema. Infelizmente, experiências recentes mostram não terem sido tão positivas – ou a polícia não comparece ou não resolve o problema.

Se o problema ainda não for resolvido tomando as medidas informais citadas acima, então você poderá emitir uma Notificação Extrajudicial – uma carta criada por você ou por seu advogado – notificando o seu vizinho(a) sobre a sua intenção de lançar um processo legal. Essas notificações são sempre mais eficazes se forem confirmadas por evidências concretas. Embora existam muitos aplicativos de smartphones que gravam o ruído e dão uma ideia do nível de volume, as medições não são legalmente admissíveis. Portanto, neste caso é melhor contratar um Perita Profissional de Som e Barulho. Eles utilizam equipamentos oficialmente calibrados, e seu relatório pode ser anexado a sua Notificação Extrajudicial como um ata notarial. O custo deste serviço é de cerca de R$ 2.500.

Caso a entrega de sua Notificação Extrajudicial ainda não produza resultados, então você pode dar início a  um processo formal. Estes podem ser longos (até 3 anos) e caros (entre R$ 5-10mil), mas com evidências concretas as chances de sucesso são altas. Em tal situação, o réu não só tem que reembolsar o requerente com todas as despesas do caso, mas também a compensação por danos morais e de saúde. Em um recente caso de poluição sonora residencial em São Paulo, foram concedidos R$ 68 milhões ao reclamante a ser pago pelo réu.

Infelizmente, a AAJB não pode ajudar com casos específicos, mas pode fornecer orientações gerais.

Construção Interrompida na Rua Heitor Penteado

Muitos já viram um edifício de quatro andares, parcialmente concluído, na Rua Heitor Penteado 459, entre a Rua Miranda Montenegro e a Rua Cristiano Viana.

Este edifício pertence à empresa J. Castro Gestão Patrimonial Ltda., esta obra foi embargada pela Justiça devido ao fato de não atender as regras de loteamento do Jardim das Bandeiras.

Tais regras de uso e ocupação dos lotes foram criadas no início da década de 1950 por Barretto e Xande S.A. (loteadores originais) e projetadas para proteger o caráter residencial unifamiliar do bairro ao longo do tempo.

Estas vigoram ainda e se aplicam a qualquer terreno adquirido das divisas oficiais do loteamento do Jardim das Bandeiras e limitam tanto a forma física quanto o tipo de uso de qualquer edifício.

Seus elementos-chave são:

• Gabarito de altura dos prédios: no máximo dois pavimentos (térreo e superior).

• Tipo de uso: residencial unifamiliar nas ZERs – Zonas Exclusivamente Residencial e serviços na ZCOR-3 – Zonas Corredores 3 (Rua Heitor Penteado)

Como a ONG Associação Amigos do Jardim das Bandeiras foi criada oficialmente em 1997 para o cuidado e proteção do bairro do Jardim das Bandeiras, a AAJB precisa lutar constantemente para garantir que essas regras sejam mantidas – atuando tanto contra promotores privados infratores quanto contra nossa própria prefeitura que concedeu o alvará de edificação irregular, neste caso.

No caso da obra da J. Castro, o recurso da AAJB foi considerado procedente no TJ e a obra novamente paralisada sendo que o processo foi enviado para o Pleno do TJ para decidir sobre a inconstitucionalidade de artigo do zoneamento que não levou em conta a existência das citadas restrições do loteador e a sua obrigatoriedade de aplicação em todas as construções do bairro.

Um dos elementos-chave no convencimento dos Desembargadores que julgaram este recurso foi a produção de um vídeo aéreo encomendado pela AAJB, que ilustrou belamente que o bairro é povoado, cuidado e constituído por residências de até dois pavimentos (térreo + primeiro andar) – pondo por terra as afirmações da J Castro, que o Jardim das Bandeiras estaria deteriorado.

O vídeo pode ser visto neste link.

A AAJB atuará este caso até que a correta a infração seja sanada.

Fiquem certos de que continuaremos a atuar para proteger o bairro contra qualquer iniciativa que possa ameaçar e infringir as leis do nosso loteamento.

Novidades sobre o piscinão

Crédito da imagem: http://infraestruturaurbana17.pini.com.br/solucoes-tecnicas/32/supertubos-para-conter-enchentes-estruturas-compostas-por-tubos-de-300047-1.aspx / Daniel Beneveti

 

Novidades sobre a obra do Piscinão: prefeitura identifica outra solução para o problema de inundação da Vila Madalena – As Praças General Oliveira Álvares e Jacques Ballange seriam poupadas.

Em dezembro, informamos na newsletter sobre a ameaça da destruição quase completa da segunda maior praça do bairro para dar lugar a um enorme tanque de água de concreto, proposto pela prefeitura e projetado para controlar as inundações esporádicas que ocorrem no bairro da Vila Madalena.

Nos últimos seis meses, membros da AAJB realizaram várias reuniões de alto nível com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e com a prefeitura de São Paulo (SIURB) para reafirmar seu argumento de que o piscinão proposto não é apenas ilegal, mas simplesmente não resolve a questão das inundações da Vila Madalena. Localizado a 1000m da zona problemática e estando acima de 10 m de altura, o piscinão pode capturar apenas uma pequena porção da água da enchente que incide sobre a área mais complexa que situa-se principalmente no Beco de Batman, na Rua Girassol e na Rua Harmonia e Rua .

Durante essas reuniões, o MPSP permaneceu firme em sua posição: substituir as praças por um grande tanque de concreto, removendo as árvores e a sua permeabilidade, simplesmente não é aceitável.

A SIURB respondeu sugerindo soluções alternativas baseadas em novas tecnologias, desenvolvidas nos anos desde que o projeto original foi elaborado. Uma solução proposta é conhecida como “Supertubos”, que pode ser vista como uma cadeia de pequenos piscinões construídos sob as ruas que os levam até a zona problemática. O projeto já foi implementado com sucesso na Itália e é proposta pela SIURB como uma solução eficaz para os problemas de inundação que acontecem na região do Anhangabaú, em São Paulo. Um artigo particularmente interessante sobre  os “Supertubos” pode ser encontrado aqui <Artigo Supertube>

A sugestão da SIURB é implementar os “Supertubos” ao longo do leito carroçável das Ruas Madeiros de Albuquerque, Gerard David e Abegoaria. Esta cadeia de mini piscinões teria o volume de captura da construção originalmente prevista na Praça General Oliveira Alvares, mas com as seguintes vantagens:

  • Eficiência: capturar a água da enchente próximo à área problemática, o que teria contornado a solução original;
  • Modularidade: pode ser construído em etapas, onde cada fase adicional tem a capacidade de capturar mais água;
  • Sustentabilidade: não reduz a permeabilidade do solo, nem promove a remoção de árvores e áreas verdes. As praças, antes atingidas pela obra, continuariam como áreas verdes, exclusivamente.

A proposta da SIURB para a construção dos “Supertubos” ainda está em um estágio inicial de projeto e ainda não foi apresentada uma minuta da proposta para exame dos envolvidos. A AAJB e a MPSP comprometeram-se a buscar uma solução eficaz para a questão das enchentes da Vila Madalena, a ser implementada o mais rápido possível.

AAJB lança iniciativa de segurança para o Jardim das Bandeiras

Crédito da imagem: http://revistasegurancaeletronica.com.br/

Assaltos, roubos, roubo de carros: a segurança no Jardim das Bandeiras está sempre no topo da lista de preocupações dos moradores. Um estudo de 2017 da Folha de São Paulo (http://temas.folha.uol.com.br/mapa-da-morte/introducao/mapa-da-morte-em-sp-vai-da-suecia-ate-o-mexico -locais-dos-crimes-se-repetem.shtml) sugeriu que o nível de criminalidade grave no bairro é equivalente ao da Suíça, então devemos ser implacáveis ​​na redução da incidência de crimes menores.

Nos últimos anos, uma série de esquemas e tecnologias surgiram para combater o crime em bairros residenciais de São Paulo. Os mais populares entre eles são:

  • Vizinhança Solidária: Um programa patrocinado pela Polícia Militar no qual bairros residenciais são divididos em pequenos blocos, e os moradores de cada bloco cuidam uns dos outros, com a ajuda da polícia e de um coordenador local. Originalmente de baixa tecnologia, a Vizinhança Solidária agora pode ser aumentada pelo uso de câmeras de segurança residenciais, que são direcionadas para as áreas externas e disponibilizadas para a polícia;
  • DETECTA: sistema de “Big Data” da polícia de São Paulo, que integra dados, imagens e feeds de vídeos de várias fontes em tempo real para auxiliar na solução dos crimes. Isto pode ser alimentado pelas câmeras dos bairros.
  • RADAR: sistema de alerta da polícia de São Paulo, que usa câmeras de reconhecimento de placas para rastrear o movimento de carros suspeitos pela cidade.

Definir e implementar um projeto de segurança integrado para atender as necessidades de um bairro não é barato ou fácil, mas pode ser muito eficaz. Bairros como Alto de Pinheiros e Planalto Paulista já deram esse salto e estão colhendo os benefícios.

Além de ajudar na resolução de crimes, esses projetos também são um impedimento inibidores para que ladrões façam tentativas de assalto. Eles também reduzem a incidência de casos menores porém incômodos, como o despejo de lixo e vandalismo. Por essas razões, a AAJB decidiu que a implementação de um programa de segurança no Jardim das Bandeiras traria uma grande melhoria para a qualidade de vida no bairro e 2018 é o ano para iniciá-lo.

Naturalmente, cada bairro possui suas próprias características e requisitos exclusivos. Portanto, um primeiro passo essencial é conduzir um projeto de definição com a ajuda de um profissional. Nas próximas semanas, a AAJB selecionará um parceiro de segurança para conduzir este estudo e publicará os resultados em breve. O projeto de definição será financiado pelas reservas da AAJB, mas a implementação em si de qualquer esquema deverá ser financiada pelos moradores do Jardim das Bandeiras, como acontece em todos os bairros que estão implementando tais sistemas. Caso você tenha algum comentário ou sugestão, por favor nos avise através do email contato@jardimdasbandeiras.com.br. Além disso, estamos muito interessados ​​em construir um panorama da criminalidade na vizinhança. Se você foi vítima de algum crime no Jardim das Bandeiras, por favor nos avise. Além disso, é muito importantes que as vítimas de assalto façam Boletim de Ocorrência para que a polícia possa ter estatistica da situação do bairro e tomar as açoes necessárias.

 

AAJB oferece ao Jardim das Bandeiras proteção contra Zika e Dengue

A Associação Amigos do Jardim das Bandeiras  em parceria  com a BR3 Agrobiotecnologia, está realizando um teste de proteção comunitária utilizando o BioLarvicida DengueTech.

DengueTech é feito com o inseticida bacteriano natural Bti (Bacillus thuringiensis israelensis). Quando dissolvido na água, ele mata as larvas do mosquito Aedes Aegypti – transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. No entanto, é completamente inofensivo aos humanos, animais e insetos e é aprovado pela ANVISA e pela Organização Mundial da Saúde.

Por favor, clique no link abaixo para baixar uma apresentação sobre o DengueTech e saber maiores detalhes de como o produto funciona:

Download.

Os mosquitos Aedes evoluíram a ponto de coexistirem tranquilamente com as pessoas, que acabam fornecendo os recipientes que precisam para colocar os seus ovos (ralos, vasos, etc.). Além disso, essa relação fornece uma fonte muito conveniente de sangue humano, que é justamente o alimento que a fêmea do mosquito precisa para colocar seus ovos após o acasalamento. É durante este contato entre o mosquito e a pessoa infectada que a fêmea Aedes pode pegar o vírus e repassar para outras pessoas. O problema é agravado pelo fato de que a fêmea Aedes se alimentará inúmeras vezes antes de colocar seus ovos, gerando novas possibilidades para contaminar mais pessoas. Para completar, quanto menor a distância que o mosquito precisa percorrer para conseguir uma nova refeição (sangue humano), mais tempo de vida ele ganha e maiores são as chances de contaminação. Estima-se que 80% dos locais de reprodução do Aedes Aegypti estão dentro ou nas proximidades de nossas casas.

Matar as larvas do Aedes ao redor de sua própria casa é um bom começo, mas eles sempre podem voar para as casas vizinhas para se alimentar. Se todos os moradores usarem os comprimidos DengueTech, uma forte barreira é criada em torno do bairro, conhecida como “proteção da comunidade”

Você deve ter recebido em sua casa uma amostra de DengueTech DT50. Cada comprimido tem capacidade para tratar 50 litros de água, oferecendo uma proteção para, pelo menos, 60 dias.

Pontos-chave a serem observados:

  • É importante que todos os moradores usem os comprimidos DengueTech assim que forem entregues para criar proteção comunitária total em nosso bairro;
  • Foi entregue junto à amostra um folheto de instruções DengueTech, que fornece detalhes sobre como usar os comprimidos.

Para pequenos volumes de água, os comprimidos podem ser divididos. O folheto também pode ser baixado neste link.

Se você não recebeu sua amostra de comprimidos DengueTech, entre em contato no email contato@jardimdasbandeiras.com.br para obter detalhes sobre como obtê-los.

Para mais informações sobre a DengueTech, visite o site: www.denguetech.com.br

Novos podem ser comprados na Farmácia Equilíbrio (Rua Natingui 449 – Pinheiros, T (11) 3815-1386, www.equilibrio.com.br)

Por favor, informe-nos sobre suas experiências com o DengueTech, principalmente sobre sinais de redução no número de mosquitos e facilidade de uso.