A Prefeitura quer destruir nossas Praças e colocar piscinões em seus lugares!

Pode ser uma surpresa para muitos de nossos moradores que as praças na esquina da Rua Abegoaria e Rua João Moura (Praça General Oliveira Alvares e Praça Jacque Bellange) estiveram sob constante ameaça de destruição desde há dezessete anos. Somente graças aos incansáveis esforços da AAJB que isso não se tornou realidade.

Em 2000, a Prefeitura de São Paulo decidiu abordar o problema das inundações na cidade com uma estratégia de construção de Reservatórios de Amortecimento de Picos de Cheia, mais conhecidos como “piscinões. Mais de 150 deles ao redor da cidade!

Piscinões são enormes tanques subterrâneos de concreto projetados para armazenar a água da chuva durante e liberá-la lentamente depois. Eles funcionam melhor quando são construídos no local do problema. Um bom exemplo seria a enorme piscinão construído sob o estacionamento do Estádio do Pacaembu, que resolveu o problema das inundações na região. No entanto, por sua própria natureza, os piscinões coletam detritos que podem causar mau cheiro e atrair pragas, como ratos, mosquitos e baratas. É preciso uma limpeza regular – tarefa que a prefeitura nem sempre realiza.

No caso do Jardim das Bandeiras, o problema está centrado na Vila Madalena, no cruzamento do Beco de Batman, entre a Rua Girassol e Rua Harmonia. Ano após ano ocorrem grandes inundações, causando grandes distúrbios e danos aos carros e às propriedades. Os vídeos abaixo dão uma ideia da escala do problema.

Em 2002, a prefeitura decidiu abordar o problema, propondo um enorme piscinão (30,000m3) a ser construído no caminho do Corrego Verde, na esquina da Rua Abegoaria e Rua João Moura. O piscinão foi projetado para ocupar um espaço sob a Praça Geral Oliveira Alvares, Rua Abegoaria e Praça Jacque Bellange. As implicações são:

  • Destruição completa da Praça Jacque Bellange,
  • Destruição parcial da Praça Geral Oliveira Alvares,
  • Fechamento da Rua Abegoaria durante o processo de construção – programado por um ano, mas, como de costume, muito mais longo,
  • Substituição das praças por lajes de concreto e uma rampa de entrada para caminhões. Nenhum paisagismo está incluído no projeto proposto.

O resultado típico pode ser visto nas fotos abaixo de um piscinão recentemente construído em Guarulhos, que demorou cinco anos para completar em vez de um ano, conforme prometido originalmente.

Em 2008, um contrato de construção de R$ 14 milhões foi adjudicado pela SIURB (Secretaria Municipal de Infra-estrutura Urbana e Obras) à Construtora Capellano Ltda. Quando a AAJB tomou conhecimento da iniciativa, contratamos um especialista em drenagem urbana para analisar a situação. Seus múltiplos estudos descobriram que o piscinão proposto não resolverá a inundação da Vila Madalena, pois não está localizado no local do problema; só capturará uma fração da água. Além disso ele provou que as galerias existentes (que carregam o Carrego Verde) têm capacidade suficiente para transportar toda a água da chuva da Vila Madalena para a saída no Rio Pinheiros. Estas parecem estar operando abaixo de sua capacidade devido à falta de manutenção pela prefeitura e possíveis bloqueios. Em documentos subsequentes, parece que a prefeitura (SIURB) está muito preocupada com a liberação do volume de água proveniente de enchentes da Vila Madalena e com o resultado de uma possível inundação na Avenida Rebouças.

Além do piscinão comprovadamente não ser uma solução viável, ele tem um enorme impacto ambiental negativo e requer uma licença ambiental (LAI) que não foi concedida.

Após um briefing completo da AAJB, o Ministério Publico do Estado de São Paulo (MPSP) lançou um processo legal em 2010 contra a Prefeitura de São Paulo e Cappellano, colocando a AAJB como “litsconsorcial” em 2016.

Depois de falhar continuamente em provar o caso aos juízes, a Prefeitura ofereceu ilegalmente à AAJB opções alternativas à Praça Geral Oliveira Alvares; galerias ampliadas na Rua Abegoaria e Rua Medeiros de Albequerque. Além disso, tentaram aumentar o orçamento do projeto para R$ 40 milhões ao amalgamar uma proposta não aprovada para um “Parque Linear”, que deveria compensar os danos ambientais causados pela construção do Metro Linha 4 Amarela e não por fazer o bem em relação aos danos causados pela construção da piscinão.

A AAJB está muito interessada em acabar com as inundações na Vila Madalena, mas não deseja que fundos públicos sejam desperdiçados num  projeto que não resolverá o problema e representará uma catástrofe ambiental para a região.

Nós o manteremos atualizado em nossa campanha para desenvolver uma solução viável para o problema e todo o suporte será bem-vindo. Como sempre vocês podem entrar em contato através do email contato@jardimdasbandeiras.com.br.

SP156

O aplicativo SP156 de São Paulo realmente funciona

 Como uma alternativa rápida e fácil para chamar o número 156 e relatar problemas do bairro, a prefeitura introduziu recentemente o aplicativo SP156 para smartphones (Apple e Android) e a AAJB vem testando.

Como primeiro passo, você pode optar por se registrar com apenas algumas informações ou permanecer anônimo. Depois disso, é uma questão de listar um problema, tirar uma fotografia, inserir uma breve descrição e enviar. Você receberá automaticamente um protocolo do pedido e atualizações frequentes sobre a situação.

Nos testes da AAJB, as pilhas de entulho relatadas como despejadas na Praça General Oliveira Alvares foram completamente removidas em três dias e foram recebidas mensagens para dizer que a queixa havia sido recebida e, novamente, para informar que o trabalho foi concluído.

Por favor utilize o aplicativo para manter seu bairro limpo e seguro. Adoraríamos saber mais sobre a sua experiência! Como sempre, vocês podem entrar em contato através do email  contato@jardimdasbandieras.com.br.